O Ibovespa operava em leve alta nesta terça-feira (15), mas encontrava dificuldade para sustentar o nível de 186 mil pontos. O principal índice da B3 abriu estável, aos 185.501,62 pontos, e oscilou entre a mínima de 185.055,57 pontos, queda de 0,24%, e a máxima de 186.465,12 pontos, avanço de 0,52%. Às 11h15, subia 0,24%, aos 185.939,52 pontos.

Cenário político e eleitoral

Segundo Gabriel Mota, analista de renda variável da Manchester Investimentos, o mercado está em compasso de espera diante da sessão iniciada no Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa se o ministro Alexandre de Moraes será alvo de apuração em razão de conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo com o analista, a avaliação no mercado era de 5 a 3 votos pela abertura de investigação oficial.

A leitura dos agentes financeiros é de que a decisão pode influenciar o cenário eleitoral. Pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (15) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40,5% das intenções de voto no primeiro turno, ante 42,4% no levantamento anterior, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi de 28,7% para 30,4%. Em eventual segundo turno, Lula aparece com 47,3% e Flávio, com 40%. No levantamento Indexa/Broadcast, Lula tem 43% das intenções de voto contra 42% de Flávio em uma simulação de segundo turno.

No exterior, os índices acionários recuavam moderadamente, apesar da alta do petróleo. Na madrugada, o Brent subiu 2,4% e superou US$ 108 por barril. Às 11h12, avançava 1,7%. O movimento elevou a atenção do mercado para a inflação global, especialmente nos Estados Unidos, onde o Federal Reserve (Fed) deve elevar os juros na superquarta, mesma data da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).

No Brasil, a expectativa do mercado é de corte de 0,25 ponto porcentual na Selic, para 13,75% ao ano, amanhã. A leitura foi reforçada pelos dados de vendas no varejo em julho. O varejo restrito recuou 0,8% na margem ante junho, enquanto o varejo ampliado avançou 0,4%, abaixo da mediana de 0,9% das estimativas.