Ellen Lorraine Trindade Mateus, de 27 anos, formada em direito, foi presa sob suspeita de integrar um esquema criminoso que movimentou R$ 7 milhões ao desviar pagamentos de contas de luz, conforme informou o delegado Breno da Costa Esteves, da Polícia Civil do Amapá.

A defesa de Ellen argumenta que ela foi vítima de um erro judicial e que sua identidade foi confundida com a de outra pessoa. No entanto, a polícia nega qualquer erro na identificação. "Eles criaram um site falso e o pessoal começou a pagar conta achando que estava pagando a conta de energia e estava, na verdade, pagando a conta para eles", explicou o delegado.

Investigação e prisão

Segundo o delegado, Ellen tinha envolvimento direto com o líder do golpe durante os seis meses em que a polícia investigou o grupo. A jovem foi detida em Trindade e permaneceu na Penitenciária Feminina de Aparecida de Goiânia de 2 a 24 de julho. "A Ellen foi presa porque ela foi identificada durante a investigação como uma das operadoras que faziam a procura de CPFs", afirmou o delegado.

A Polícia Civil do Amapá declarou que a prisão foi realizada de acordo com a identificação correta da suspeita, sem confusão de identidade. A nota oficial da polícia enfatiza que a ordem de prisão foi baseada em investigação formal, com individualização da pessoa investigada e autorização judicial.

Liberação e reações da família

Ellen foi liberada em 24 de julho, após a juíza Cristiane Moreira Lopes Rodrigues atender ao pedido de sua defesa. O advogado Jean Tavares informou que as próximas etapas incluem a conclusão da investigação e o envio do caso ao Ministério Público.

Em entrevista à TV Anhanguera, o pai de Ellen, João Vilmar, expressou preocupação, afirmando que a filha "está pagando por um crime que não cometeu". A mãe, Iris Alves, destacou que Ellen foi criada em um lar cristão e que "é uma menina de bem, foi criada com princípios". Iris acredita que a jovem está sendo injustamente acusada, afirmando que alguém usou o nome dela para cometer o crime.

A defesa de Ellen reafirma que a jovem está presa desde 2 de julho de 2026, acusando um erro judicial devido à confusão de nomes com outra mulher envolvida em uma organização criminosa. A Polícia Civil, por sua vez, reafirma que não houve erro na identificação e que a prisão foi baseada em evidências substanciais.