A Justiça do Trabalho manteve o acordo que havia sido firmado entre o cantor Leonardo e o Ministério Público do Trabalho (MPT) para a retirada do seu nome da chamada 'lista suja' do trabalho escravo. A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-18) após um recurso da União.
O processo se refere a irregularidades encontradas durante uma fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em fazendas do cantor, localizadas em Jussara, no noroeste de Goiás. Na ocasião, seis trabalhadores foram encontrados em condições análogas às de escravidão.
Contexto do caso
A fiscalização do MTE ocorreu em novembro de 2023 em duas fazendas de Leonardo: a Lakanka e a Talismã. Os trabalhadores resgatados dormiam em uma casa abandonada, localizada a 2 quilômetros da sede da Fazenda Lakanka. Entre eles havia um adolescente de 17 anos.
Segundo os fiscais, o local era feito de alvenaria, coberto com telhas de barro sobre uma estrutura de madeira e forro de PVC. O espaço estava sem manutenção e com telhas deslocadas, o que permitia a passagem de água de chuva. Em algumas ocasiões, pertences dos trabalhadores chegaram a ficar molhados devido à falta de proteção.
Comentários (0)
Entre ou cadastre-se para comentar.