A cantora Katy Perry expressou sua insatisfação com a Casa Branca após a utilização de sua canção 'Firework' em um vídeo publicado no TikTok que exibia imagens de ataques militares. Em uma postagem nas redes sociais, Perry declarou que não autorizou o uso da música e que não foi consultada sobre a sua inclusão no conteúdo militar.

“Fiquei profundamente indignada e furiosa ao ver 'Firework' sendo usada na conta da Casa Branca no TikTok como trilha sonora para imagens de ataques militares. Eu não aprovei isso, não fui consultada e absolutamente não apoio”, escreveu a artista.

Mensagem de esperança e seu uso inadequado

Katy destacou que 'Firework' foi composta com a intenção de transmitir uma mensagem de esperança, cura e força interior, especialmente para aqueles que enfrentam dificuldades. “Ver uma mensagem de autoestima e incentivo sendo usada como trilha para destruição e violência é uma violação completa de tudo o que minha música representa”, afirmou a cantora.

Lançada em 2010, a música se tornou um dos grandes sucessos da carreira de Katy Perry, utilizando a metáfora de um fogo de artifício para encorajar as pessoas a reconhecerem seu próprio valor. Trechos da canção incluem a frase “Porque, querido, você é um fogo de artifício, vá em frente, mostre o que você vale”.

Reações e histórico de polêmicas

Até o fechamento desta reportagem, a Casa Branca não havia se pronunciado sobre a crítica feita pela artista. O perfil oficial da Casa Branca no TikTok costuma adotar uma linguagem voltada para o público jovem, com referências à cultura pop e o uso de memes. Em ocasiões anteriores, o perfil já utilizou conteúdos de outras figuras da música, como Olivia Rodrigo, e personagens de animações.

Contudo, essa prática de associar o conteúdo do governo a artistas da cultura pop não é nova e já gerou controvérsias. Um caso significativo ocorreu em dezembro de 2025, quando a cantora Sabrina Carpenter criticou a Casa Branca pelo uso de sua imagem em um vídeo que abordava prisões de imigrantes em situação irregular. Carpenter expressou seu descontentamento, afirmando que não desejava ser associada a uma “agenda desumana”.

Esses episódios levantam questões sobre o uso de obras artísticas e imagens por instituições governamentais, especialmente sem o consentimento dos artistas, o que pode resultar em repercussões negativas na relação entre criadores e o governo.