Em 11 de setembro de 2018, Luiz Inácio Lula da Silva, então preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, indicou Fernando Haddad como seu substituto na corrida presidencial. A leitura da carta ocorreu em um ato próximo à sede da PF, onde o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, um dos fundadores do PT, divulgou a mensagem.
Na ocasião, Lula anunciou sua desistência da candidatura, que havia sido barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em função da Lei da Ficha Limpa. A decisão foi tomada devido ao prazo imposto pela Justiça Eleitoral e, na carta, ele pediu votos para Haddad e Manuela d’Ávila, que na época era do PC do B.
O episódio é lembrado em um contexto político que envolve a relação entre figuras públicas e o sistema judiciário. Recentemente, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai, Jair Bolsonaro, o que trouxe à tona a questão das comunicações de políticos em situação similar.
Contexto da candidatura de Haddad
A chapa liderada por Haddad foi aprovada pela Executiva Nacional do PT antes da leitura da carta. O ex-presidente Lula, mesmo preso, manteve influência significativa no processo eleitoral, indicando Haddad como sua escolha para sucedê-lo e reforçando a importância da continuidade do projeto político do partido.
Além da carta lida em setembro, Lula havia enviado outras mensagens durante seu período de encarceramento. Uma delas, lida em 4 de agosto de 2018, oficializou sua candidatura à presidência e contou com a presença de membros do PT e aliados. Em uma mensagem posterior, Lula indicou Haddad para a Vice-Presidência e manifestou sua aceitação da participação de Manuela.
Outras cartas de Lula
Durante sua prisão, Lula se comunicou frequentemente com seus aliados através de cartas, que se tornaram um importante meio de expressão política. Em 19 de setembro de 2018, já com Haddad como candidato, o PT divulgou uma carta de Lula que criticava o então candidato a vice-presidente Hamilton Mourão, mencionando declarações do general sobre famílias chefiadas por mulheres.
Após as eleições, outra mensagem de Lula foi lida em 30 de novembro durante uma reunião do Diretório Nacional do PT, na qual ele destacou a necessidade de o partido se reconectar com suas bases e voltar a dialogar com a população.
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