Uma mulher de 37 anos foi detida na madrugada deste domingo (26), em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, sob a suspeita de dirigir embriagada e desobedecer uma ordem de parada da Polícia Militar. Durante a abordagem, a mulher também foi acusada de deixar quatro crianças, incluindo um bebê de apenas 1 ano, sozinhas em casa durante a noite.

Ocorrência e abordagem policial

Segundo informações da Polícia Militar, a situação teve início por volta das 5h, quando um policial que retornava do trabalho notou um veículo trafegando em alta velocidade e realizando manobras perigosas na MT-380, nas proximidades do Comando Regional VII. O policial relatou que a motorista chegou a fechar a viatura policial na rodovia.

A equipe policial emitiu sinais sonoros e luminosos para que a condutora parasse, mas ela ignorou as ordens e seguiu em direção ao centro da cidade. O veículo foi interceptado apenas quando a mulher estacionou em frente à sua residência.

Sinais de embriaguez e situação das crianças

Durante a abordagem, os policiais perceberam que a mulher apresentava claros sinais de embriaguez, como fala desconexa, desequilíbrio, forte odor de álcool e comportamento exaltado. Para realizar a prisão, foi necessário contê-la. O teste do bafômetro indicou 1,13 miligrama de álcool por litro de ar expelido, um valor que excede o limite que caracteriza crime de trânsito.

Após a abordagem, os policiais se dirigiram à residência e encontraram quatro crianças, com idades de 1, 9, 13 e 14 anos, sem a supervisão de um responsável. A adolescente de 14 anos informou aos policiais que a mulher havia deixado a casa por volta das 21h de sábado (25) e retornado apenas às 5h de domingo. Durante a ausência, as crianças permaneceram no imóvel acompanhadas da irmã mais velha, de uma amiga e do bebê, que estava sob seus cuidados enquanto a mulher trabalhava como babá.

Diante das circunstâncias, o Conselho Tutelar foi acionado e constatou que as crianças se encontravam em situação de abandono e vulnerabilidade. A mulher foi encaminhada ao Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) de Tangará da Serra, onde o caso foi formalmente registrado.