O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quarta-feira (4) medidas para ressarcir os clientes afetados pela dissolução do banco digital Ueno. O governo também indicou um novo nome para a presidência do Banco Central, após a renúncia de Carlos Carvallo.
Investigações e protestos
Segundo o jornal paraguaio 'La Nación', oito diretores do Ueno Bank foram presos durante o processo de intervenção e dissolução da instituição financeira. Eles foram levados para prestar depoimento no Ministério Público, que investiga suspeitas de fraude, quebra de confiança e outras práticas que podem ter contribuído para a falência do banco.
A crise envolvendo a instituição provocou uma onda de protestos e aumentou a pressão sobre o governo paraguaio, já que Santiago Peña foi sócio do grupo controlador do Ueno até março de 2025.
Medidas governamentais
Peña afirmou que pretende iniciar os pagamentos ainda nesta semana, caso o Congresso aprove uma lei que autorize a medida. O governo já iniciou conversas com os presidentes das duas Casas do Congresso para acelerar a aprovação da proposta que permitirá a devolução dos recursos.
Além disso, Peña encaminhou ao Senado o pedido de aprovação da nomeação do economista Raúl Vera Bogado como novo presidente do Banco Central do Paraguai. O governo indicou ainda Pedro Acosta e Hetzel González para ocupar duas diretorias da autoridade monetária.
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