Há momentos em que o jornalismo deixa de observar uma notícia de longe e passa a vivê-la dentro de casa. Foi o que aconteceu comigo.

Minha esposa deixou hospital particular e foi para o Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP) para tratar uma condição renal que exigia cirurgia complexa: uma recidiva de estenose de JUP (junção ureteropélvica), no mesmo local de um procedimento anterior.

Rotina no HMAP

Como acompanhante, pude observar de perto uma rotina que, sinceramente, me surpreendeu. A enfermagem mantém acompanhamento frequente, com passagens ao longo das 24 horas. A medicação segue os horários e os exames são realizados com agilidade. Além disso, as informações do paciente ficam digitalizadas e podem ser acompanhadas pela equipe médica por meio de tablet.

A estrutura também merece registro. Os quartos têm ar-condicionado e televisão, acomodam no máximo 2 pacientes e possuem estrutura semelhante à de um apartamento. Para o acompanhante, há poltrona confortável e cobertor.

Alimentação no HMAP

E há um detalhe que parece pequeno, mas diz muito sobre a experiência de quem passa dias dentro de um hospital: a alimentação. Eu sou péssimo para comer em hospital. No HMAP, porém, o acompanhante tem direito a café da manhã, almoço e jantar. E, pasmem, a comida é boa. Eu repetia no almoço e na janta.

Em cirurgia renal complexa, como a que minha esposa enfrentou, esses detalhes deixam de ser detalhes. Eles passam a fazer parte da confiança que a família precisa ter no hospital.