Relacionamento com Jeffrey Epstein
Karyna Shuliak, dentista de 37 anos, foi namorada de Jeffrey Epstein, bilionário envolvido em um esquema de exploração sexual, durante quase oito anos. De acordo com o The New York Times, a última ligação de Epstein antes de seu suicídio em 2019 foi para Shuliak, que pode herdar até US$ 100 milhões, aproximadamente R$ 512 milhões, de seu testamento.
Em 2019, Epstein alterou seu testamento para incluir Shuliak como uma das principais beneficiárias. Na época, sua fortuna era estimada em cerca de US$ 600 milhões, mas, após pagamentos a vítimas, o espólio agora é avaliado entre US$ 120 milhões e US$ 200 milhões, o que equivale a R$ 615 milhões e R$ 1 bilhão. Além de Shuliak, os filhos de Mark Epstein, irmão de Jeffrey, também são mencionados como beneficiários.
Trajetória de Karyna Shuliak
Natural da Bielorrússia, Shuliak chegou a Nova York em 2010 com um visto de estudante. Inicialmente, ela trabalhava como auxiliar de dentista enquanto buscava completar sua formação em odontologia. O encontro com Epstein ocorreu em março de 2011, quando ela tinha apenas 21 anos, através de uma jovem que supostamente era pressionada a recrutar mulheres para o bilionário.
Desde o início do relacionamento, Epstein começou a apoiar financeiramente Shuliak, ajudando-a a ingressar na Faculdade de Odontologia da Universidade Columbia. Após uma rejeição inicial, Epstein fez uma doação de cerca de US$ 210 mil para a instituição, o que possibilitou sua aceitação. Ele também arcou com os custos dos três anos restantes de sua graduação.
Apesar de inicialmente recusar a ajuda de Epstein, Shuliak acabou aceitando seu apoio. Em e-mails trocados entre eles, ela expressou suas preocupações sobre a reputação de Epstein, mas não se identificou como vítima nem foi considerada cúmplice no esquema de tráfico sexual.
Vida após Epstein
Após a morte de Epstein, Shuliak continuou sua carreira na odontologia e, em 2025, obteve licença para exercer a profissão no estado de Nova York, passando a trabalhar em um consultório no Brooklyn.
Os e-mails entre Shuliak e Epstein também revelam aspectos íntimos do relacionamento, incluindo discussões sobre vida sexual e uso de anticoncepcionais. Apesar das trocas de mensagens, não há registros de preocupações dela em relação ao tratamento que Epstein dispensava a outras mulheres, que posteriormente afirmaram ter sido vítimas de abuso.
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