O Senado do Paraguai rejeitou nesta sexta-feira (6.nov), por 39 votos contrários, o pedido de prazo adicional de 72 horas apresentado pelo presidente Santiago Peña para apresentar sua defesa no processo de impeachment. Segundo informações do jornal ABC Color, dois senadores se abstiveram.
Como o impeachment foi aberto
A Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade, na quinta-feira (5.nov), o início do processo de impeachment contra Peña. A votação foi realizada após os congressistas rejeitarem um pedido semelhante contra o vice-presidente Pedro Alliana.
Na sequência, o Congresso convocou uma sessão bicameral para tratar da renúncia de Peña. A reunião não pôde ser concluída porque congressistas do Partido Colorado impediram a formação de quórum.
Com a sessão bicameral frustrada, o Senado deu continuidade ao processo de impeachment de forma independente. O colegiado aprovou a nomeação dos procuradores responsáveis por apresentar o caso durante o julgamento e intimou Peña.
CRISE DO UENO BANK
O processo foi motivado pela crise do Ueno Bank, instituição financeira que sofreu intervenção do Banco Central do Paraguai na terça-feira (3.nov). O banco tinha 2,9 milhões de clientes e administrava cerca de US$ 850 milhões em recursos de órgãos públicos, incluindo dinheiro da previdência social paraguaia.
A autoridade monetária identificou problemas de solvência e determinou o início do processo de resolução do banco. A medida restringiu o acesso de clientes aos depósitos e provocou protestos no país. Investigações também apuram suspeitas de operações financeiras irregulares envolvendo empresas ligadas ao grupo controlador da instituição.
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