O desembargador Sergio Torres Teixeira, atualmente atuando no Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, em Pernambuco, foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo de ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A nomeação ocorre na sequência da aposentadoria da ministra Dora Maria da Costa.
Processo de Aprovação no Senado
A indicação de Sergio Torres foi oficializada nesta terça-feira, 7 de julho de 2026, e agora aguarda a aprovação do Senado. O magistrado passará por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça. Caso receba o aval da comissão e do plenário, ele assumirá o cargo na corte trabalhista.
Trajetória e Formação Acadêmica
Sergio Torres, que também preside a Academia Brasileira de Direito do Trabalho (ABDT), ficou em segundo lugar na lista tríplice elaborada pelo TST, a qual foi aprovada em votação secreta do Tribunal Pleno em 27 de maio. A primeira posição ficou com a desembargadora Maria de Nazaré Medeiros Rocha, do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, enquanto a terceira posição foi ocupada pela desembargadora Herminegilda Leite Machado, do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região.
Natural do Recife, Sergio Torres é bacharel em Direito, além de especialista em Direito Público e Direito do Trabalho pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Também possui mestrado e doutorado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Experiência na Magistratura
Com uma carreira na magistratura que se iniciou em 1991, Sergio Torres foi promovido a desembargador do TRT-6 em 2013. Em 2021, ele atuou como convocado no TST e exerceu a vice-presidência do TRT-6 durante o biênio de 2023 a 2025.
Desde 2022, o desembargador faz parte do Comitê Científico da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat) e, desde 2025, integra o Centro Nacional de Inteligência da Justiça do Trabalho (CNIJT). Recentemente, ele assumiu a presidência da ABDT para o biênio 2027/2028.
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