Sistema de geração de energia solar Bruno Vital/g1 Um relatório técnico do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) apontou indícios de irregularidades em uma ata de preços usada para contratação de serviços de implantação de sistemas de energia solar por um consórcio que abrange 37 municípios potiguares. Segundo os auditores, o risco potencial de dano ao erário pode chegar a R$ 603,9 milhões, a depender do uso máximo permitido para adesões de outros entes públicos à mesma ata de preços. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp O levantamento considera os 37 municípios que integram o Consórcio Intermunicipal Multifinalitário Potiguar (CIM Potiguar) e estima em R$ 210,3 milhões o possível sobrepreço (veja tabela abaixo) caso sejam considerados os sistemas instalados em coberturas.

Para instalações em solo, a estimativa é de R$ 186,3 milhões. No entanto, os auditores apontam que o potencial impacto pode subir para uma faixa entre R$ 579,9 milhões e R$ 603,9 milhões se o limite de adesões permitido pela legislação for utilizado. Em outras palavras, o impacto potencial se elevaria caso outros entes públicos "pegassem carona" na mesma ata de preço para fazer contratação dos mesmos serviços.

LEIA TAMBÉM: TCE aponta superfaturamento de R$ 4,2 milhões em contratos de energia solar em Jucurutu O documento ainda será analisado pelos conselheiros da Corte, que vão decidir se acolhem ou não a proposta para suspender a ata.