Os dados divulgados pelo Ministério Público do Trabalho mostram que as denúncias de assédio eleitoral chegaram a 3.396 até 29/10/2026, superando o total registrado nas eleições de 2022. Na comparação com o ano de 2018, o aumento foi de 1.600%, e a média do mês de outubro passado foi de aproximadamente 90 denúncias por dia. São Paulo foi o estado com o maior número de denúncias (620), seguido por Minas Gerais (351) e Rio de Janeiro (252).

O que impressiona é o aumento absurdo de denúncias nas eleições deste ano

Em 2022, já eram expressivas as condutas ilícitas de assédio eleitoral, como analisei em artigo na época, seja por meio do modelo de premiação, baseado em benefícios, aumentos salariais, promessas de ganhos ou vantagens condicionadas ao voto; seja pelo modelo coercitivo, fundado em discriminação, ameaças de dispensa, perdas remuneratórias e humilhação pública. Ambos partem do pressuposto comum de que a vontade política do trabalhador é um ativo disponível ao empregador, negociável ou expropriável.