O exército israelense destruiu três escolas no sul do Líbano, conforme declarado pela ministra da Educação e Ensino Superior do país, Rima Karami. Em uma declaração divulgada pela Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), Karami afirmou que as instituições foram saqueadas antes de serem reduzidas a "montes de cinzas" por explosivos.
Aumento da destruição de escolas
Com as recentes demolições, o número total de escolas destruídas na região desde o início do conflito em março chega a pelo menos 20, e mais de 100 instituições estão danificadas. A escalada do conflito se intensificou após meses de trocas de fogo entre Israel e o Hezbollah, especialmente após o início das hostilidades em Gaza em outubro de 2023. O exército israelense afirma que suas ações visam atingir o Hezbollah.
Impacto na educação e na infância
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), cerca de 500 mil crianças libanesas permanecem fora da escola devido ao conflito. A organização alerta que interrupções prolongadas na educação podem ter consequências duradouras para o desenvolvimento e o bem-estar das crianças. Karami enfatizou que a destruição das escolas e do sistema educacional do Líbano ocorre "diante dos olhos de todo o mundo", apesar das promessas internacionais de proteger instituições educacionais durante conflitos armados.
A ministra fez um apelo à comunidade internacional para que pressione Israel a interromper os ataques às instituições educacionais e a proteger as escolas de operações militares.
Desde março, as autoridades libanesas relataram que os ataques israelenses resultaram na morte de pelo menos 4.324 pessoas, com 12.223 feridos e mais de um milhão de deslocados. Entre os mortos, há 250 crianças. O Programa de Desenvolvimento da ONU (UNDP) estima que mais de 11 mil edifícios no sul do Líbano foram destruídos desde o agravamento do conflito.
Em 26 de junho, Líbano e Israel assinaram um acordo de estrutura mediado pelos EUA, que prevê uma retirada gradual das forças israelenses de todo o território libanês ocupado. No entanto, o acordo não estabelece um cronograma para a retirada, vinculando-a à desarmamento do Hezbollah na área ocupada.
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