Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) manifestaram descontentamento nesta sexta-feira (17.jul.2026) em resposta à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que mantém Bolsonaro em prisão domiciliar humanitária, mas limita as visitas ao ex-chefe do Executivo. A medida autoriza apenas a presença de médicos, fisioterapeutas e advogados durante um período de 30 dias.

Reações dos filhos de Bolsonaro

Os filhos de Bolsonaro, Flávio, Carlos e Jair Renan, expressaram suas críticas nas redes sociais. Flávio, que é senador e pré-candidato à presidência, afirmou em um vídeo que a decisão é "ilegal, desproporcional, covarde e cruel", comparando a situação do pai a "estar enterrado vivo" e recebendo "chute de Moraes na cara".

Renan, vereador por Balneário Camboriú (SC), também se manifestou, dizendo que seu pai está "preso injustamente" e que agora foram proibidos até de visitá-lo. Ele lamentou a restrição de 30 dias sem contato.

Antecedentes e contexto da decisão

A decisão de Moraes ocorreu após Flávio Bolsonaro veicular uma "Carta aos Brasileiros" escrita por seu pai no Instagram, no último sábado (11.jul), onde o ex-presidente pede apoio para sua candidatura e designa Flávio como seu "porta-voz" na disputa pela Presidência. Em resposta, Moraes suspendeu o direito de Flávio de visitar Bolsonaro por 90 dias, apesar de ele ser um dos advogados do pai.

Carlos também comentou a situação, afirmando que a proibição das visitas foi decidida rapidamente após a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), defendeu que a decisão de Moraes demonstra uma violação dos direitos humanos e criticou a postura da esquerda em relação ao ex-presidente.

Além disso, o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) classificou a decisão como uma "interferência descarada" nas eleições, sugerindo que favorece o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Implicações políticas e futuras interações

Van Hattem questionou como a decisão será aplicada ao presidente da Argentina, Javier Milei, que manifestou interesse em se encontrar com Bolsonaro durante a convenção nacional do PL marcada para 25 de julho. A situação levanta questões sobre a interação entre os líderes políticos e as implicações de tais restrições.

As reações à decisão de Moraes refletem a polarização política no Brasil e a contínua influência de Bolsonaro, mesmo em meio a desafios legais e limitações de contato familiar.