Motorista da Uber é cancelado após ficar comprovado que ele estava fazendo os passageiros pagarem mais pelas corridas Registros de GPS apontaram mudanças injustificadas nas rotas, e a Uber excluiu o motorista após passageiros pagarem mais pelas viagens Uma sequência de viagens na Uber fora do padrão, identificada por meio de registros digitais, terminou em uma disputa judicial em Minas Gerais. O caso chegou à segunda instância após o profissional tentar recuperar o acesso a sua conta. O motorista foi excluído da plataforma depois que a empresa constatou alterações injustificadas nas rotas indicadas pelo aplicativo.
Segundo o processo, os desvios faziam os passageiros pagarem valores maiores pelas corridas. A decisão de manter o desligamento foi tomada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Os desembargadores entenderam que a empresa apresentou elementos suficientes para comprovar o descumprimento das regras do aplicativo.
- Colocar casca de laranja na panela de pressão do feijão: para que serve e por que é recomendado - Carne com gordura amarela ou gordura branca: veja a diferença e qual é a melhor, segundo açougueiros - Juiz nega pedido para condenar Assaí Atacadista a pagar R$ 162,9 milhões em indenização por dano moral coletivo Diferença chegava a R$ 15 A Uber comparou os trajetos sugeridos com os caminhos efetivamente percorridos. Para isso, foram analisados registros de GPS e informações armazenadas no sistema. O processo cita quatro viagens realizadas entre novembro e dezembro de 2024.
Nos exemplos avaliados, a diferença entre o preço inicialmente estimado e o valor cobrado ao final chegou a uma média próxima de R$ 15. O motorista alegou que fatores como trânsito intenso, obras e intervenções nas vias poderiam justificar as mudanças. A Justiça, porém, considerou que os desvios ocorreram de maneira deliberada.
Recurso foi negado O profissional também afirmou que trabalhava na plataforma havia mais de 3 mil corridas e mantinha boa avaliação entre os usuários. Além disso, pediu indenização por danos morais e materiais. Os pedidos foram rejeitados.
Para o TJMG, o histórico positivo não afastou as irregularidades identificadas, e a exclusão do perfil não representou abuso por parte da empresa. Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!
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