O líder da Oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), criticou nesta quinta-feira (10.set.2026) o ministro Flávio Dino (Supremo Tribunal Federal) por usar instrumentos do Estado para perseguir adversários políticos. A declaração foi feita após a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagrarem a operação Make Up, que investiga suspeitas de irregularidades no uso de emendas por Mário Frias (PL-SP).

A operação, chamada Make Up, investiga suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios. Segundo a PF, houve uma organização formada por agentes públicos e privados que teria direcionado recursos de forma irregular para empresas subcontratadas.

Críticas a Dino

Em nota, Silva questionou qual fato novo justificou a medida contra Frias. Ele afirmou que o Congresso e a sociedade têm o direito de conhecer essa resposta e destacou que 'investigação é dever do Estado. Perseguição política jamais poderá ser instrumento de Estado'. Além disso, o deputado questionou os limites da atuação de Dino após sua decisão de reintegrar Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da PF.

‘Flávio Dino não recebeu da Constituição um poder sem limites. Ministro do Supremo também está submetido à Constituição, à lei e aos mecanismos de responsabilidade previstos pela República’, disse Silva.

Pedido de manifestação do Senado

O líder da Oposição também pediu uma manifestação do Senado sobre o pedido de impeachment de Dino.