A União Europeia aprovou, nesta 4ª feira (22.jul.2026), a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance por US$ 110 bilhões. Para obter o aval antitruste do bloco, a empresa concordou em encerrar uma “joint venture” de distribuição de filmes mantida com a Universal Pictures no continente.

A Comissão Europeia afirmou que a Paramount Skydance se comprometeu a finalizar a parceria de distribuição em até 13 meses depois do fechamento da operação. A companhia também concordou em não firmar contratos de distribuição de filmes com a Universal na Europa pelo prazo de 10 anos. As informações são da agência de notícias Reuters .

Nos Estados Unidos, o negócio enfrenta entraves jurídicos. Na semana passada, a Justiça norte-americana determinou a suspensão temporária da transação a pedido de uma coalizão liderada pelo Estado da Califórnia e acompanhada por outros 11 Estados, que argumentam impacto negativo na concorrência. Ainda de acordo com a reportagem, o Departamento de Justiça dos EUA já havia aprovado a fusão.

Caso a paralisação se estenda além de 30 de setembro de 2026, o presidente-executivo da Paramount, David Ellison, terá de pagar aos acionistas da Warner Bros. uma taxa diária estimada em US$ 7 milhões (US$ 0,25 por ação). A fusão também é alvo de ação judicial movida pelo sindicato dos roteiristas norte-americanos (Writers Guild of America) e passa por análise de órgãos reguladores do Reino Unido.

No Brasil, a Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou , na 4ª feira (8.jul), a aquisição por considerar a operação compatível com a concorrência no mercado brasileiro de entretenimento. A decisão ainda não é definitiva. O negócio será automaticamente validado pelo Cade caso nenhum conselheiro peça que o tema seja analisado pelo Tribunal da autarquia no prazo de 15 dias.

Paralelamente, a fusão segue sob análise de autoridades antitruste em outros países.