Apenas 33% dos norte-americanos apoiam a guerra contra o Irã, segundo uma pesquisa da Reuters/Ipsos, o menor índice desde o início do conflito, que já dura cinco meses. A maioria dos entrevistados acredita que o presidente Donald Trump falhou em esclarecer os objetivos da intervenção militar dos EUA.

A pesquisa, realizada entre sexta e domingo, também indicou que a aprovação de Trump subiu para 37%, um aumento de três pontos em relação ao mês anterior, quando seu índice de aprovação alcançou o patamar mais baixo de sua presidência.

Descontentamento com a estratégia militar

Os objetivos da guerra, que incluem ajudar os iranianos a derrubar seus líderes e impedir que o país desenvolva armas nucleares, têm sido considerados vagos por 69% dos entrevistados, incluindo 40% dos republicanos. A porta-voz da Casa Branca, Olivia Wales, afirmou que Trump não tomará decisões com base em “pesquisas de opinião voláteis”, destacando a determinação do presidente em evitar que o Irã adquira uma arma nuclear.

Desde o início dos ataques em 28 de fevereiro, a aprovação da guerra permanece abaixo de 40%, em contraste com o apoio de 70% registrado durante os primeiros meses da Guerra do Iraque e quase 90% no início da Guerra do Afeganistão.

Impactos na política interna e na economia

A desaprovação da guerra está pesando sobre Trump e o Partido Republicano em um momento crítico, com as eleições de meio de mandato se aproximando. Alex Womack, um eleitor republicano, expressou confusão sobre os motivos do conflito, afirmando que seu apoio a Trump diminuiu devido à guerra.

Até o momento, 18 soldados norte-americanos perderam a vida no conflito, enquanto milhares morreram no Irã e no Líbano, onde combatentes aliados ao Irã enfrentaram forças israelenses. A guerra também resultou em um aumento significativo nos preços da gasolina, que atualmente estão em média acima de US$4 por galão, um impacto direto nas finanças dos cidadãos.

Com a desaprovação crescente, eleitores independentes manifestaram preferência pelos candidatos democratas nas próximas eleições, o que pode complicar a situação do Partido Republicano. Desde março, a pesquisa Reuters/Ipsos tem monitorado o apoio à guerra, que começou com 27% e agora está em 33%.

Durante sua campanha para a reeleição em 2024, Trump prometeu evitar envolvimentos prolongados em guerras, inicialmente estimando que o conflito duraria de quatro a cinco semanas. No entanto, a percepção pública sobre a guerra e suas implicações econômicas pode influenciar sua candidatura e a estratégia do partido nas eleições de novembro.